quinta-feira, 2 de abril de 2009

Women Friendship


Admiro amizades verdadeiras entre mulheres. Sei que são raras mas quando existem são bastante fortes. Entre os melhores momentos da minha vida, estão os que passei com as amigas que fui tendo.

Nós mulheres, conseguimos ser muito más umas para as outras. Está na nossa natureza. Acho que nos aproximamos demais umas das outras, temos a tendência a criar relações muito íntimas, quebramos os limites que normalmente fazem funcionar as relações. Colocamo-nos numa posição muito arriscada porque sabemos demais, sentimos demais e somos nós próprias que, ingenuamnete, criamos o caminho para o conflito. Sabem como é, tipicamente as mulheres fazem tudo juntas, contam tudo umas às outras e nos momentos de stress aquilo que conhecem uma da outra é suficiente para se ferirem a sério. Se não nos aproximássemos tanto, se não nos conhecessemos de uma forma tão íntima nunca teríamos coisas tão fortes para dizer umas às outras e tão imperdoáveis. Neste sentido, as relações entre mulheres são diferentes das relações entre homens, no entanto, na minha opinião, se conseguirmos manter alguns limites, temos tudo para criar amizades muito verdadeiras e duradouras.

Quando estamos chateadas com outras mulheres, esquecemo-nos de que nós próprias somos mulheres e começamos a criticar as mulheres. Como se fossem só as mulheres que entram em conflito, como se a mentira fosse exclusiva das mulheres, como se só nós traíssemos, como se a capacidade de magoar estivesse reservada ao nosso género. Tal como nós, os homens também não são sempre perfeitos, ao contrário do que acreditamos por vezes. Os homens também mentem, também traem, também têm a capacidade de magoar, tal como nós, mulheres...After all, we're all human...

Só quero realçar que ninguém é perfeito e, como tal, devemos tentar abstraír-nos de preconceitos e valorizar as pessoas pelo que elas são, indeopendentemente do sexo.

2 comentários:

  1. Acho curioso a inevitabilidade implícita nas definições que dás de mulher, das relações entre elas, do modo como tomam decisões.

    Acho que o "Infelizmente" surge como uma desculpa para não teres trabalho em mudar.

    É muito mais fácil aceitar-se que não há nada a fazer só porque se é mulher.

    Reconhecer que tens certas características que criticas leva-me a crer que, apesar de saber que as tens, gostas de as ter. Criticas, mas és.

    Realças que ninguém é perfeito, obviamente, e que se deve valorizar as pessoas pelo que elas são.

    Assumir que se consegue saber o que as pessoas "realmente são" só por si é um erro :)
    Só com o uso de compreensão em grandes quantidades e muita vontade é que dá para conhecer e continuar a conhecer diariamente uma pessoa.


    P.S Tens fotos no blogue que estão lindíssimas. Grandes mulheres! E roupas é claro! Agradavelmente surpreendido com o blogue :)

    Ass: Mário

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  2. Agradeço o comentário do Mário, no entanto, não vai, de modo algum, de encontro com aquilo que penso ou que queria transmitir. Eu acho curioso que consigas tirar tantas ilacções sobre a forma como penso com um simples comentário.
    Se analisássemos cuidadosamente cada palavra que dizemos e o seu significado literal, em vez de ficarmos com uma melhor percepção do que as pessoas dizem, acabam por nos escapar coisas que são óbvios. É óbvio que não se consegue conhecer ninguém completamente mas deves concondar que existe uma componente material das pessoas e uma espiritual... Existe um corpo e uma personalidade e nós podemos optar por julgar uma pessoa com base no invólucro ou tentar conhecer o conteúdo...

    Relativamente ao facto de fazer críticas e admitir que também apresento as caracteristicas que critico e de gostar de as ter, claro que isso é ridículo. Qualquer pessoa minimamente lúcida deve ter a capacidade de se auto-criticar e de aprender com os seus próprios erros e de saber que há coisas que estão inerentes ao ser humano e que todos fazemos. O que nos distingue é a frequência com que o fazemos, a intenção e a gravidade das suas consequências.

    Em suma, a mensagem que pretendia transmitir passou-te um pouco ao lado, diria. No entanto, obrigada pelo comentário, pelo menos deu para discutir e é exactamente uma das intanções do blog: partilhar opiniões!

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