quinta-feira, 2 de abril de 2009

Tempo

Já repararam como o tempo é cada vez mais precioso na nossa sociedade? Temos um estilo de vida cada vez mais stressante e cronometrada... Somos pressionados para fazer e ser e em pouco tempo... Por vezes, nem sequer temos tempo de pensar se de facto estamos a fazer aquilo que queremos e muitas vezes nem sequer temos tempo para nos conhecermos a nós próprios e de repente somos o resultado de uma série de pressões sociais... Temos que decidir rápido, simplesmente decidir e continuar a tomar decisões...

Por vezes, sinto que sou uma pessoa que sobrevive e não que vive... Felizmente, há momentos como este em que posso parar para pensar em quem sou e o que quero e me posso lembrar que há coisas verdadeiras em mim e na minha vida que fazem com que tudo o resto valha a pena...

3 comentários:

  1. É mesmo assim a vida... já não se vive, sobrevive-se! é cada vez mais complicado dedicarmo-nos áquilo que gostamos e que nos sentimos bem a fazer... Basicamente passamos o tempo a fazer o que é necessário por obrigação.
    Cada vez mais me questiono sobre o sentido da vida e chego à conclusão que não há qualquer sentido... Mas ainda bem que há pessoas, tal como tu, que ainda assim consegue tirar folga para tratar de si mesma e reflectir e pensar na vida como um bem precioso:)
    Prabéns pelo trabalho que tens feito.

    ResponderEliminar
  2. ...o tempo o tempo...mas o que é afinal o tempo?
    O tempo é para nós ou nós somos prisioneiros do tempo?
    O tempo é a vida, porque a nossa vida tem um tempo, mas o tempo não é nosso porque a cada dia que passa, vê-mos o tempo a fugir-nos entre os dedos, olhamos para o espelho e reparamos que estamos mais velhos, dizemos para nós que queremos ser livres, mas vivemos aprisionados debaixo do sol batalhando como formigas esforçadas à procura de uma estabilidade enganadora que a grande maioria de nós confunde com comodidade e puro consumismo. Somos prisioneiros do tempo e só nos resta esperar que ele acabe. O tempo mede-se por uma ampulheta, em que cada grão corresponde a uma hora, mas não sabemos exactamente quantos grãos nos restam... Contudo, não podemos ficar estagnados à somente a ver passar o tempo, teremos tempo...devemos aproveitar cada grão de areia para sorrir, para respirar e dizer que gostamos de viver, para amar, para dar valor às pessoas e às coisas que dão magia à nossa vida...devemos aproveitar para sermos que somos em todas as circunstâncias e lutar pelos nossos SONHOS e pelos nossos OBJECTIVOS, e se estamos constantemente a ter que decidir, cheios da pressão do dia a dia, cansados e exaustos, vale mais decidir mal, do que não decidir...porque não decidir é desperdiçar os poucos grãos de areia que ainda nos restam...

    ResponderEliminar
  3. Curiosa a tua abordagem, de facto o tempo é estranho.. estranho de variadíssimas formas.. é facílimo compreender o conceito e ao mesmo tempo tenho dificuldade em compreender a sua importância.

    O tempo passa. Quando queremos. Quando não queremos. Passa e continua a passar, temos o nosso tempo na nossa mão diariamente e ele foge-nos por entre os dedos. Temos horários - uma das palavras que mais odeio - temos onde estar e onde ir, para onde voltar e quanto tempo ficar..ao final do dia lembramos-nos de 4 ou 5 coisas.

    O tempo é ingrato, passa depressa demais quando precisamos dele, e devagarinho quando o contamos ao segundo. É e será sempre assim.

    Eu pessoalmente, sinto que vivo. Sobreviver é pensar no tempo como um acumular de momentos, Viver, é pensar nele como uma sequência de momentos únicos. Prefiro assim.

    beijo*

    ResponderEliminar